.: fragmentos de ti :.

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Domingo, 28 de Setembro de 2008

Carta de Seth

Sou feito de sentimentos, emoções, de luz, de amor. Sou a voz que você ouve quando pede um conselho, sou quem te toma nos braços quando necessita, talvez, agora, enquanto lê essas palavras, eu esteja aí, ao seu lado, olhando dentro dos seus olhos como quem quisesse enxergar o que teu coração demonstra,mais tarde... à noite, quando você se deita... sou quem nina seus sonhos sentado ao seu lado esperando você dormir... dizendo que tudo vai ficar bem.Se ao menos você pudesse me perceber, se notasse o que sinto ao seu lado... basta você querer, basta por alguns instantes esquecer seus problemas, fechar os olhos, como se nada mais existisse, me deixe chegar perto de ti... te abraçando... sinta meu coração batendo ao compasso do teu... sinta que não está sozinha, nunca esteve! Apenas esqueceste de olhar mais com os olhos do teu coração... então abra os olhos... veja os meus... me conheça.Quem sou eu pra pedir para que me note? Apenas um anjo que se deixa levar por suas emoções, que desconhece o que é errado... se entrega, se rende... vagando por estrelas, nuvens, pelo céu escuro da noite... olhando pelos outros, despertando amores, anseios, paz nas almas que fraquejam, sentado ali de cima olhando você... te observando... deixando, às vezes, uma lágrima cair e se fazer uma gota de sereno que te toca os lábios... lágrima essa por não poder nada mais que apenas te ver... sentir sem poder tocar.Manifestando através de pequenas coisas, como um sorriso sincero nos lábios de alguém que você não conhece, o toque de uma criança a te fazer carinho, palavras escritas nas páginas de um livro que te chamam atenção, palavras que mexem e emocionam o coração ditas do nada, como um sussurro em seu ouvido... e se um dia uma brisa leve e suave tocar seu rosto, não tenha medo, é apenas minha saudade que te beija em silêncio.Os humanos têm um hábito muito peculiar de julgar seus semelhantes por sua aparência, de rotular pessoas as quais nunca viram... apenas pelo modo como ela se apresenta... porém, consigo ver dentro de cada um o que realmente são... e me assusto algumas vezes em como podem os humanos deixar-se levarem por embalagens, por invólucros... deixam de terem muitas vezes ao seu lado verdadeiros tesouros, amizade sincera, lealdade, companheirismo... simplesmente por não terem gostado do rosto do indivíduo. Imagine uma roseira cheia de espinhos, ninguém acreditaria que dela pudesse brotar uma rosa tão bela, sensível e delicada.É do interior que nascem as flores. Pude conhecer seu interior... me deparei com uma flor linda... e com muitas qualidades. Se preserve assim... muitas vezes é melhor sermos o que realmente somos... a viver como as pessoas acham que deveríamos ser... Não existe ninguém melhor, ou pior que ninguém... apenas diferentes umas das outras e essas diferenças são que mostram quem realmente você é. Fico assim... dizendo as coisas que me aparecem dentro do peito, contando o que se passa em mim, como se estivesse desabafando... pois Deus nos fez para cuidar dos outros... e quem cuidará de nós? Continuarei aqui... meio que escondido, ao teu lado, te olhando, te sentindo... esperando para que um dia você deixe seu coração "olhar" e me ver... daí, enfim, poderia eu mostrar o quanto você é especial pra mim. Um poema deixado no ar, palavras implorando para viver como uma estrela que o dia não vê e que espera a noite chegar para poder mostrar-se, a canção de amor que sai da sua boca... são as coisas que sempre sussurro ao seu coração, tento traduzir emoções que nunca senti antes, algo realmente novo pra mim, paz, atração, paixão, amor, algo especial... sincero... verdadeiro.
@ Cidade dos Anjos

Terça-feira, 9 de Setembro de 2008

Won't go home without you

I asked her to stay, but she wouldn't listen
She left before I had the chance to say
The words that would mend the things that were broken
But now it's far too late, she's gone away

Every night you cry yourself to sleep
Thinking: "Why does this happen to me?
Why does every moment have to be so hard?"
Hard to believe it

It's not over tonight
Just give me one more chance to make it right
I may not make it through the night
I won't go home without you

The taste of her breath, I'll never get over
And the noises that she made kept me awake
The weight of the things that remained unspoken
Built up so much, it crushed us everyday

Every night you cry yourself to sleep
Thinking: "Why does this happen to me?
Why does every moment have to be so hard?"
Hard to believe it

It's not over tonight
Just give me one more chance to make it right
I may not make it through the night
I won't go home without you

It's not over tonight
Just give me one more chance to make it right
I may not make it through the night
I won't go home without you

Of all the things I felt but never really showed
Perhaps the worst is that I ever let you go
I should not ever let you go

It's not over tonight
Just give me one more chance to make it right
I may not make it through the night
I won't go home without you

It's not over tonight
Just give me one more chance to make it right
I may not make it through the night
I won't go home without you

And I won't go home without you
And I won't go home without you
I won't go home without you

@ Maroon 5

Domingo, 24 de Agosto de 2008

August, 24

Já nada é como antes...
Porque não quero esquecer as palavras que me deixaste:
"No fim do dia, chega o vazio e a certeza de que antes não era assim, aquela estranha sensação de que antigamente eramos mais felizes, e que hoje este dia já perdeu metade da importância.
Provavelmente foi isso que sentiste e eu senti-o há um mês atrás!
Mas hoje, por muito que a nostalgia afecte o teu dia, quero dizer-te que mereces ser feliz pela pessoa que és, por tudo o que fizeste por mim... e porque depois de tanta luta, mereces a recompensa! Podia dizer-te tanta coisa, mas acho que não preciso de o dizer para o saberes...
O caminho é longo... mas eu estarei sempre aqui para te dar a mão!"
Um obrigada especial amiga! :)

Terça-feira, 19 de Agosto de 2008

Desvaneios #10

Se pudesse, o que fazia neste momento era um «reset» ao meu cérebro. Ou, talvez algo melhor, um «format». Apagar todos os dados e informação contida na minha pequena máquina, sem qualquer «backup», e instalar um novo e actual sistema operativo. Começava de novo. Instalava um bom «anti-virus» que filtrasse toda e qualquer informação malícia.
Se pudesse, fugia.
De cada segundo que passa que me faz aproximar do tempo desconhecido.
Tenho angústia dentro do peito que me aperta a respiração. Constante...
Caí. No meio do nada que é tudo. Tudo o que me faz mal. Fujo de um, tropeço noutro...
Por muito que tente, não consigo perceber qual a minha missão.
Angústia...
Não me apertes mais... Deixa-me o inspirar profundo, entrar na traquilidade que não encontro e nunca mais sair de lá...
Se pudesse, fazia sentido o que escrevo...
Fechar os olhos, e dormir... Apenas...

Quarta-feira, 13 de Agosto de 2008

Indeterminações

Já algum tempo que não te escrevo.
Apetece-me fazê-lo mas não sei como transportar para as palavras o que tenho cá dentro. Até porque nem sei bem o que é...
Diria "limitada" no pensamento.
Sinto-me deslocada, enquadrada num "espaço" ao qual não pertenço.
São as pequenas coisas da vida, os objectos, os cheiros, as imagens, que em segundos me fazem questionar determinadas escolhas que fazem parte do meu dia-a-dia. São caminhos de um só sentido, nos quais não podemos voltar atrás para escolher outra direcção.
Sim, a vida é mesmo assim, feita de escolhas, pequenas ou grandes, e de opções, e de escolhas sem opções. Cada uma que nos leva para caminhos diferentes.

Fica-se sem saber o que poderia acontecer se a escolha tivesse sido a outra. Será que ia dar ao mesmo sitio ou teria outro final? Será que se à 5 ou 10 anos tivesse optado por outra coisa qualquer estaria agora aqui, com a mesma "vida" ou com a mesma "visão de vida"?
Talvez sim, talvez não... Logicamente é algo que não vou saber...
E é por aqui que vejo vaguear o meu pensamento.
Por não ter mais nada para fazer? Pois, talvez...

São questões existenciais? Se calhar...

O que é «certo» é que nem sempre vejo o sucesso de determinadas opções que tomo, e isso preocupa-me...
O que é «incerto» é o que poderia ter acontecido se em vez dessa tivesse optado por outra, e isso preocupa-me...
É «desconforto» (grande) que sinto com determinadas escolhas, por não ser exactamento o que queria... Isso traz-me um certo receio, apesar dos seus resultados até serem positivos. Mas quando não é bem aquilo que queremos, fica sempre algo cá dentro por preencher...
No fundo, acabamos por escolher o que pensamos ser «o melhor» para nós e, de certa forma, para os outros também.

Segunda-feira, 14 de Julho de 2008

Intervalo

Vida em câmara lenta,
Oito ou oitenta,
Sinto que vou emergir,
Já sei de cor todas as canções de amor,
Para a conquista partir.

Diz que tenho sal,
Não me deixes mal,
Não me deixes…

No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto onde eu não entrei,
Notícia do jornal
O quadro minimal… Sou eu…

Vida à média rés,
Levanta os pés
Não vás em futebois, apesar…
Do intervalo, que é quando eu falo,
Para não me incomodar.

Diz que tenho sal,
Não me deixes mal,
Não me deixes…

No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto onde eu não entrei,
Notícia do jornal
O quadro minimal… Sou eu…

Não me deixes já
A história que não terminou
Não me deixes…

No livro que eu não li,
No filme que eu não vi,
Na foto onde eu não entrei,
Notícia do jornal
O quadro minimal… Sou eu…

Sábado, 17 de Maio de 2008

Desvaneios #9

Quando queres, desiludes-me...

Quinta-feira, 8 de Maio de 2008

Desvaneios #8

Ontem...
Disseste o que te apeteceu e da forma como te apeteceu.
Abriu-se um buraco sem fim debaixo de mim...
Quando quis falar, simplesmente ignoraste!
Senti-me uma idiota, literalmente...
Disse-te tanto e nada te disse. Porque nada fazia sentido, as palavras chocavam com as paredes e recuavam, na minha direcção. Atingiam-me como punhal só de saber que nem uma te entrara nos ouvidos...
Senti-me impotente, literalmente...
Por saber que nada do que faça ou diga te possa ajudar a mudar a vida que queres levar. Como se sempre estivesse em segundo plano, como se não fosse relativamente importante para ti. Importante o suficiente para conseguir ajudar-te a levantar sempre que cais. Importante o suficiente para que saibas que podes contar comigo sempre que as coisas correm menos bem.
Era tão mais fácil virar costas, sair e fechar a porta atrás de mim. Para que nenhuma memória, recordação ou mágoa viesse arrastada a mim...
Mas...
Senti-me ainda a gostar de ti, muito, literalmente...
Não sei... Tenho medo de que...

Hoje...
Sinto-me triste, literalmente... Por tanta coisa que...
Mas não é o fim do mundo.

Estás aqui, mas tão ausente
Junto a mim, mas tão distante!
O teu beijo já não é igual
Apagou-se o fogo no teu olhar
Estou nos teus braços mas afinal
Estamos tão distantes como o céu e o mar.

Eu não consigo chegar a ti,
Não posso chegar a ti,
Não sei como chegar a ti...

Há em ti uma tristeza
De quem já não tem certezas
O teu corpo está ao pé de mim
O teu coração noutro lugar
No teu mundo já só há um fim
E eu não tenho como te fazer voltar...

@ Rita Guerra

Sábado, 3 de Maio de 2008

Desvaneios #7

Aqui por dentro do que sou, corres como se me conduzisses para um doce abismo. Como se te apressasses a ser apressado, desenhando passos maiores do que eu. E eles crescem cá dentro em pulsações do tamanho de nós, ofegando-me em ti na esperança de não deixar de escrever palavras que me levam a ti, te abraçam e me devolvem a tua presença...

Segunda-feira, 28 de Abril de 2008

Desvaneios #6

Há dias que não devia mesmo sair de casa...